- Futuro não significa avanço, nem retrocesso; O futuro é estado presente, dentro de cada um - O termo psicodélico tem origem grega e significa "o que faz brilhar a alma" - Recriar, criar e se manter distinto...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Saudade e poesia
sexta-feira, 15 de maio de 2009
O niilismo nosso de cada dia!

Está aí uma representação, do que tenho observado ultimamente, o egoismo crescente da sociedade, (sou egoísta também , não nego,) mas os egos estão hiper inflados, e sempre tem alguém querendo mais, então acabam inflando o próprio ego, dão uma importância maior à tudo que fazem , já que o que fazem é sempre melhor. Reação ao trabalho bem feito de outras pessoas, NUUUUNCA! É ultrajante. É a miséria chegando, miséria de espírito, cansei de ver pessoas sempre querendo ser o máximo, achando que ser o máximo é o máximo; mas vamos ser honestos e admitir que a sociedade impõem este novo modo de vida, "SEJA O MELHOR", "TENHA O MELHOR"... e assim será feliz, até que as novidades inflamem o mercado e você já não será mais capaz de ser feliz, será obrigado a adquirir uma nova felicidade, e o novo novamente já estará velho e ultrapassado, todos quererm estar sempre na moda, mesmo que a moda seja usar "microshorts" no inverno, ou mesmo que eu tenha que usar roupas circenses para ir ao escritório;Diariamente temos exemplos e mais exemplos, e o diferente está cada vez mais igual, seria esta talvez a tal da sociedade igualitária, Gentemmm! é o socialismo!Já que a sociedade se importa cada vez mais com coisas absolutamente fúteis; ou seria o "futilismo", ain!. A degradação do meio ambiente está em alta, os "revoltados" do Greenpeace não estão com nada, o que chega com tudo atualmente são as "ecobags", pelo menos "carregá-las torna minha consciência mais limpa, enquanto milhares de árvores desaparecem todo dia...tudo bem, desde que minha "ecobag" cor de rosa , não desapareça do meu armário para ir ao shopping com aquela roupa rosa(só pra combinar)". Continuaremos assim, assim... onde o niilismo supera a destruição do próprio planeta. Mas não há nada que altere esse pensamento, nada a nossa volta, e muito menos a minha revolta!
Diane (Pequena).
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Fundo do Profundo

terça-feira, 5 de agosto de 2008
PROJETO AZU
Atualmente já em funcionamento, o projeto atende 15 adolescentes entre 13 e 17 anos. O publico alvo é de 1.516 adolescentes dos sexos masculino e feminino constantemente expostos aos problemas sociais desta região.
Desemprego, gravidez precoce, evasão escolar e envolvimento com o narcotráfico são
alguns dos maiores problemas enfrentados por esses meninos e meninas. Nosso trabalho
atinge principalmente adolescentes que já "trabalham" como soldados do narcotráfico –
vendem drogas nas vielas e escadarias da favela, a mando dos grandes traficantes. A
intenção é usa a arte da azulejaria para retirá-los desta situação de risco e propiciar condições de trabalho, ou seja; participar da formação de mão-de-obra qualificada e de homens com princípios básicos de cidadania.
encontra. Moram 16.301 habitantes (dados fornecidos pela UBS que atende a região), em
casa de alvenaria, sem acabamento. A idéia é fabricar artesanalmente azulejos para que sejam usados em praças, escadarias e outros locais públicos da comunidade. Atualmente estamos produzindo painéis a serem instalados na praça central da Vila, que tem importância histórica e esta degradada. Com a revitalização da praça, que inclui plantio de arvores e instalação pela Prefeitura de mesas e bancos de concreto, a pretensão é que a população volte a usar intensamente a praça (que na década de 80 foi local de encontro da comunidade, com gincanas, apresentações de poetas e músicos) e se aproprie dos espaços públicos locais, que, muitas vezes ociosos, tornam-se apenas uma precária e mera passagem dos que lá moram.
O projeto tem a finalidade de revitalizar o espaço urbano e visa buscar a melhoria
da qualidade de vida e de auto-estima da comunidade, além de viabilizar o acesso à arte, à cultura, à informação e ao conhecimento por meio da técnica da azulejaria. As peças de azulejos serão preparadas e colocadas pelos próprios moradores, desde
a criação das peças, a preparação da faiança até o assentamento dos azulejos.
Algumas imagens do Projeto AZU
terça-feira, 8 de julho de 2008
Sentimento do mundo

Talvez o mundo sentisse náusea
de ter sobre sua pele
milhares de pensamentos cores e peles
pretas, brancas, pardas e alguns seres com asas
Talvez o mundo sentisse pena
por todas a guerras, terríveis cenas
Talvez o mundo estivesse cansado
de ver seus filhos carregando cada qual
sobre ombros nus, seus fardos
Talvez o mundo sentisse frio
por dentro das diversas almas inúteis
flutuando no vazio
Talvez o mundo sentisse avareza
fazendo do fim sua certeza
Talvez o mundo sentisse agonia
das qualidades e defeitos de seus filhos
a imensa fome
dos homens sem alma
dos homens sem nomes
Talvez o mundo se sentisse doente
refém da miséria
preso por fortes garras
arranhado pelos próprios dentes
Talvez o mundo sentisse amor
por observar a única saída
para o fim da dor
por observar o único refúgio
e fonte de calor
Talvez o mundo pensasse em nós
desatando a agonia
desde o nascimento ao pó
Talvez o mundo se acabe por hoje
comece por ontem
chorando seu pesar através da chuva
o homem em sua imensidão
cabendo na própria luva
respirando a podridão
do lixo que corre pela rua
Talvez o mundo pare
talvez se cale
talve desabe
sobre nossas cabeças
dias de dificuldade
sem respeitar credo, cor ou idade
Pequena.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Terráqueos

de indolência
de impaciência
de agonia
matando seus companheiros
porcos, cabras, carneiros
sem ao menos respeitar
aqueles que vivem
mas não sabem falar
de preconceito
sexismo, racismo, especicismo
superioridade
alterando cursos
de vida, fertilidade
passando por cima do criador
criadores de atrocidades
rondando lucros
por ignorância
fechando,
e abrindo todos os cárceres
não cessa por querer
querem mais
tudo por
causa do suposto poder
nada podem os fracos
vendidos à indústrias
em peças ou em pedaços
no corpo dos outros,
casacos
ostentando peles macias
vindas da incessante sangria
sangria
eles choram
enquanto seu sangue escorre
por entre os ralos de crueldade
jogados a própria sorte
usinas de crueldades
sangria
quando vai haver paz
entre a espécie mundana
e os inocentes animais
vivissecção
experimentos crueís
sem experimentar a dor do outro
espécies do mesmo planeta
avarias
dor,
terráqueos des-humanos
“donos” do universo
causador do fim da própria vida
no Universo
Já que dele fazem parte
todas as crias
mas para eles o primeiro lugar no mundo
e para todos os outros
o resto...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Artéria

as artérias de São Paulo estão entupidas
olhem, por todos os cantos as ruas e avenidas
sinto a falta do estado desértico
em meio ao turbilhão de propaganda
e informação, me perco nesta dimensão
o barulho...
vou embora, é preciso ficar mudo
a falta de respeito, o absurdo
é preciso ficar surdo
viajar pra dentro do próprio corpo
mas se gritar, pode ficar rouco
mas se correr, pode ficar louco
as artérias, pulsando, no pulso
o tempo não pára de correr
e quando alguém perde um segundo
fica por morrer, o relógio comanda
aqui na Babilônia, manda quem pode
podres poderes, migalhas dadas aos pobres
tudo que temos, desordem
o sistema é quem ordena,
comanda sua vida, mantém o controle
através de olhos mecânicos
observam, sua entrada e sua saída
aqui na Babilônia , prédios de luxo, restos
de comidas, as artérias estão entupidas
a Babilônia não está tão longe
seja cuidadoso, porque um dia
ela te consome
entope suas artérias e do mundo
você some!
terça-feira, 13 de maio de 2008
Espirais em um mundo submisso
Espirais em um mundo submisso
É meu conflito
O preto e branco do quadrado
Eu analiso
Espremendo todo dia meu círculo colorido
Dói por dentro e aperta o peito
Os caminhos mais felizes são estreitos
O grito é mudo
Exterior não conta nada
É burro
O Buraco fundo limita os sonhos
Expondo delírios ao planeta estranho de impossível passagem
Só há lugar para o fundo da boca
Que cospe a incolor viagem subjetiva da mente
Transparece silenciosa, o que sente
Esculpindo contrações espasmódicas do diafragma
Tenta-se a todo o momento
Resgatar o ausente encanto
Em meio a milhares de pensamentos
Insistentes, intactos
Alívio estudado
Conclusões de somente estados
Entre feridas expostas do passado
Machucados não presente, recordados
A caixa mágica não permite aprendizados apagados
Exercita-se sem maldade
O sonho de liberdade
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O Diálogo Poético
Diane: nascendo pra poesia, Marisa, Diane, pensamentos em alegria, dialogando longamente sobre assuntos da vida.
Marisa: idéias interligadas, construindo a própria estrada, nascendo pra poesia. A teia da alegria, tecendo, renascendo.
Diane: Para o novo, para o velho... Sentimentos com coração, sentimentos eternos na construção do céu e a destruição do inferno.
Marisa: É natural, não há explicações, nem nada parecido que se mostre tão original... A submissão das idéias é recíproca, trocadas elas seguem.
Diane: Até que se encontram e nunca mais se perdem.
Marisa: A arte de emoldurar palavras.
Diane: Enquadrada na verdade.
Marisa: Pintar a tela da vida com os pincéis da sabedoria adquirida pelo tempo, sopro do vento.
Diane: Contando segredos de meninas, verdades adquiridas, pintadas com amor, pintadas com vontade. Seus meninos conservando o sorriso constante, segredo de rosa, assim é nossa prosa.
Marisa: Processo de transfiguração, em instantes entra em ação; Como tufão, vulcão, tornado, furacão. Enroladas as palavras, no redemoinho da estrada.
Diane: Com poeira, com pedrinhas, gotas de água tão e somente encontradas
Marisa: Elas seguem para sempre, atravessam ruas infinitas, nunca sem saídas, bela de verdade, sim, é nossa vida.
Diane: Garimpando e transformando o que está escondida por baixo do pano.
Marisa: De menina, de mulher, de criança, de sonhos, de desejos, de momentos. De excêntrico, do surreal, do inatingível ao ser normal.
Diane: Não escondemos nada, alegrias, medos, tristezas, representadas... Laços e fitas enfeitando a chegada enfatizando idéias irrigadas.
Marisa: É só pensar, deixar fluir, tudo então sair, natural, como o instinto de um animal, que não falha, não espera, faz acontecer.
Diane: Sem perder o momento pra poesia existir, de tudo fazemos arte. Sem precisar copiar coisas existentes nossa mente não desmente o que por dentro está latente.
Marisa: Tem dia que a inspiração pega carona com o sol da manhã, e então quando menos se espera, larga-se tudo que faz para sonhar e acreditar.
Diane: E fazemos do sonho verdade pra podermos de novo acordar, recriarte, poesia-pensamento, surrealista.
Marisa: É arte! E nada é motivo para não lapidar o papel... Com tristezas, petrificamos gotas salgadas... Com alegrias, somos capazes de descrever o encanto do céu
Marisa: A capacidade arte nasce com você, Existir é muito mais do que viver, apenas ser... È a formada opinião sobre o que mora dentro de nosso ser.
Diane: Mora dentro de nós, desejos de transformação, necessidade de transformar a vontade em ação a saudade no encontro diversão, risos soltos pela esfera terrestre sem perder a direção quando tudo nos acontece.
Marisa: E mesmo quando a dor bate a porta, entra sem pedir licença! Dona mal educada!
Convidamos a sentar na melhor poltrona da linda sala, que existe dentro do coração. Se faz morada enquanto pode, porque não tarda e logo explode, desejo forte, poesia, acorde! E para o preto e branco, originais cores fortes.
Diane: VERMELHO, AMARELO, AZUL, CORES PRIMÁRIAS, primando pela consciência, ascendendo essências acesas. As idéias não cessam, saindo sem parar, construindo o diálogo até o fim raiar, pedimos licença à dor mal educada, por favor, saia de todas as vidas e esqueça a porta de entrada.
Marisa: Porém se quiser voltar, sabe o caminho, ouse tentar! Expulsada será, pela arte encanto estado, de alegria, em que para sempre a alma irá ficar. E quem disse que só é poesia a que foi feita pra rimar? Não precisa ser exata, é sentimento solto no ar. Se quisermos escrever, Tic Tac sem parar, a poesia do relógio então, vamos formar; Engraçado, é tão sublime, que rima sem parar, natural, arte, arte, perfeito, como a linha traçada para o céu do mar, separar.
Diane: Sem parar, o processo é longo, criativo, espontâneo, sai da cabeça sem ao menos pensar, se foi pra concluir uma idéia ou se simplesmente foi pra rimar, a gente rima é com a vida, rima arte com start, assim que faz tudo funcionar... É dada a largada basta uma acender a idéia e temos uma fogueira repleta de coisas simples, bobas e também sérias. Levamos a verdade a sério, contemplamos o belo, o feio, a miséria e a fartura, e sabemos diante de tudo que a vida é dura... Duração rápida, ação.
Marisa: E o diálogo não cessa, É tão perfeito que o fim para mim nem interessa, se preciso for, transformar toda e qualquer dor em prosa, rimada, escrita, cantada, para sempre estarei nos caminhos dessa estrada. A hora do fim não é escolhida pela razão do poeta, o coração é que manda. De escrever, a mão não cansa. Pequenas crianças, sou, pequena, Marisa, Diane, avancem pra luz
Diane: Pois é ela que nos conduz, tudo é uma inspiração divina, e tudo isso nos basta, mesmo se o tempo parar, as idéias não param no tempo, contidas no mesmo plano, desenhando a reta com todas as palavras corretas, corretas por virem do coração, não pela lei da gramática, criada para conservar o que a sociedade designa para poder nos comandar, sem comando a nossa vida desce a ladeira, carnavaliza a carne e tudo se põe de ponta cabeça. Somos do avesso, avessas às idéias retrógradas de uma sociedade sem critérios, mas quem sabe nossa poesia seja o remédio.
Marisa: E os povos dormem acordados, olhos aberto, inúteis, carregam pesados, o "nada", perdido, embolorados de preguiça, de impor o que é real. Sociedade normalizada, camuflada por poderes. Para nós, desprezados, afinal, impedir-nos de expor nossas idéias de tão sublime encanto natural; Tapa na cara, despejamos no mal! Será que é difícil levantar do sofá? Será que é dolorido acordar, e não esperar? Que façam alguma coisa pra mudar, em seu lugar?
Diane: Ligar o amplificador é um começo, disseminar a idéia para aqueles que acham o sofá um belo lugar, gritar bem alto no ouvido pra ver se os zumbidos libertem as amarras sociais e percebam que todos somos iguais, chega de fechar os olhos pra tudo que nos saltam aos olhos, a pobreza de espírito, avareza, mentiras ditas com naturalidade assim, é configurada o caráter da sociedade, nunca fujam da moldura, teremos o controle dos seus pensamentos, no sofá aí largado tem um controle que será desligado, sintonize a rádio-cabeça, vaporize-se.
Marisa: Nunca fujam da realidade, segurança para reprimir o povo? Antes fosse um pintinho, dentro da casca do ovo, que, sem pudor, vive a vida a seu dispor. Mas ó que contradição a vida: carne do bichinho pra comer, assim é lei? Rotulada pelo homem de carne, porque o “Homem luz” não nos obrigou, determinou, matar vida pra vida continuar. Não é difícil abrir os olhos pra realidade enxergar!
Diane: De olhos bem abertos é possível enxergar o fim da estrada, possibilidades de se libertar do rigor da sociedade, deixar tudo que é repressão jogados no caminho pelo chão, seus dias de máquina terminaram, diga adeus ao uniforme, e vista-se com o velho.
Marisa: Vista-se com o simples. Vista-se com o original. A originalidade não é rotulada, nem imposta, acorda! Aurora termina às dezoito horas, mais a próxima renasce as seis, se é diferente para nós, porque não pode ser pra vocês? Digam adeus então, aos dias de repressão.
Diane: Diga adeus e deixe o sol brilhar, porque és livre, acorde mesmo antes que o mundo gire, gire o mundo e sua vida mudará em segundos há espaço suficiente pra caber tanta gente, os espaços físicos são limitados, mas os espaços da mente são inacabados... Acabem c/ as fronteiras, siga reto vá até a beira, sente pense e observe, afinal de contas para q. a mente serve?
Marisa: O ciclo desejado, e a mente ferve, faça-a ferver, a mente serve para engolir os pensamentos, degustá-los de maneira que a realização pessoal seja mais importante que imposições e mandatos de ordem de cunho imoral, realidade banal pra afastar. A decisão é sua, desejar o fim e a paz se fará, para a rosa da vida desabrochar, para o inicio retornar, a escrita encantar olhos e corações, de diferentes nações.
Diane: Antropofagia a palavra para o fim da agonia, ruminar, degustar, engolir e vomitar o que está guardado no pensamento, não deixe do lado de dentro, seja ao menos um pouco imoral, sem imposições pessoais, coloque tudo pra fora, coloque antes que você morra de tédio, desligue a TV. Olha para a natureza, e verá que ela também é você, mas não se prenda às receitas, esqueça o modo de fazer.